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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lápis comestível ?!.....

Já pensou em comer um lápis? Agora dá.
 
Quem gosta de usar lápis sabe que a certa altura eles ficam no cotoco, difícil até de segurar entre os dedos. Imagine se você pudesse se desfazer do pedacinho restante simplesmente enterrando-o no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse um broto de coentro, uma flor ou um vegetal?

É exatamente isso o que a empresa Democratech fez ao lançar no mercado americano o Sprout, um lápis com cápsulas de semente variadas, acopladas no lugar da borracha, que pode ser plantado. O resultado são brotos de tomate, coentro, salsa, alecrim e até flores, como margaridas, dependendo da escolha do freguês.

A ideia nasceu do curso de design de produto Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, Estados Unidos, onde os alunos foram convidados a criar um produto sustentável para o escritório do futuro.

Ao inserir as sementes no corpo em madeira de cedro convencional, seus criadores aproveitaram para tornar o lápis também atrativos para as crianças, na esperança de estimulá-las a praticar a reciclagem através da jardinagem.

Texto de Vanessa Barbosa
Fonte: Exame.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Presidente Dilma sanciona lei de cotas.

Durante a tarde de hoje (30/08), a presidenta Dilma Rousseff sancionou, com apenas um veto, a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. A aprovação da lei é um passo inédito e transformador rumo à democratização da universidade e foi fruto de uma longa mobilização dos estudantes brasileiros.
A UNE, juntamente à UBES e ao movimento negro, vem articulando uma grande mobilização nacional para garantir a aprovação da lei, que culminou na sanção de hoje. Uma série de atos públicos, protestos de rua, campanhas virtuais e outras formas de manifestação vem sendo realizadas pelo país ao longo dos últimos meses.
Após a vitória de hoje, o movimento estudantil já tem um novo desafio: “Agora temos que construir as ações afirmativas por inteiro. Queremos permanência, acesso à pesquisa e pos-graduação”, afirmou o diretor de Combate ao Racismo da UNE, Cristian Ribas.
A garantia da permanência do estudante na universidade é uma das principais bandeiras de luta defendidas pela União Nacional dos Estudantes. No último dia 22 de agosto, o presidente da UNE, em reunião com Dilma Rousseff, defendeu a destinação de R$1,5 bilhão para o Plano Nacional desse setor (PNAES) como forma de garantir políticas nesse sentido.

Saiba mais sobre a lei

De acordo com a legislação sancionada, metade das vagas oferecidas serão de ampla concorrência, já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar. A cota racial será diferente em cada universidade ou instituto da rede federal. Estudantes negros, pardos e índios terão o número de vagas reservadas definido de acordo com a proporção dessas populações apontada no censo do IBGE de 2010 na unidade da federação em que está a instituição de ensino superior.
As demais vagas reservadas serão distribuídas entre os alunos que cursaram o ensino médio em escola pública, sendo que no mínimo metade da cota (ou 25% do total de vagas) deverá ser destinada a estudantes que, além de ter estudado em escola pública, sejam oriundos de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita.
Segundo informou a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, Dilma fez apenas uma alteração no texto aprovado pelo Senado no último dia 7. Determinou que a seleção dos estudantes dentro do sistema de cotas seja feita com base no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Este era o último dia do prazo para sanção. A lei deverá ser publicada no “Diário Oficial da União” dessa quarta-feira (29), data a partir da qual começa a contar o prazo de quatro anos para as universidades se adaptarem à lei.
Da Redação com informações Portal G1

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Evento aberto discute Tecnologia, Educação e Sustentabilidade

Na próxima quarta-feira, dia 29, acontece mais uma edição do ciclo de eventos do Instituto de Física, Conversas ao Pé do Físico, a partir das 19h30min. A atividade tem entrada franca e será na FNAC Porto Alegre, no BarraShopingSul (Av. Diário de Notícias, 300 loja 1113).
Na palestra serão expostas e discutidas iniciativas educacionais e de inovação tecnológica que fazem uso pleno do potencial criativo da tecnologia da informação para a formação de uma cultura sustentável.
O advento de novas formas de comunicação afeta profundamente a sociedade e o modo de vida dos indivíduos, sejam elas sinais químicos de organismos unicelulares, sejam pinturas rupestres, fala, escrita, telefone ou televisão. Porém nenhuma forma se compara à atual rede mundial de computadores, que ampliou não só o potencial de comunicação, mas passou a constituir-se em uma nova linguagem; ampliou os horizontes que antes pareciam intangíveis e, ao mesmo tempo, alterou a qualidade das nossas interações sociais, afetando as bases do ensinar e do aprender. Ou seja, ensejou o surgimento de novas formas de organização social e novos paradigmas para a educação e cultura.
Estamos vivendo em um tempo peculiar na história da humanidade: crises sociais, alterações climáticas, perda da biodiversidade, poluição do ar, das águas e do solo. Precisamos urgentemente das melhores ideias e que elas se espalhem rapidamente. Precisamos de uma educação mais eficiente, interessante, criativa, uma educação que habite e cultive o campo no qual as ideias e o conhecimento fluam naturalmente e que, por fim, permita-nos tomar as rédeas da tecnologia e do ambiente urbano no qual vivem mais da metade da população mundial.
O palestrante, Rafael P. Pezzi, é doutor em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi pesquisador no centro de pesquisas TJ Watson da IBM em Nova Iorque, e também do Laboratório de Catálise Molecular do Instituto de Química da UFRGS. Está participando da construção do Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS.
O professor Rualdo Menega será o convidado especial do evento. Ele é professor do Instituto de Geociências da UFRGS, geólogo, Mestre em Geociências (UFRGS), Doutor em Ciências na área de Ecologia de Paisagem (UFRGS). Editor da Revista Episteme do Grupo Interdisciplinar em Filosofia e História das Ciências do Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados da UFRGS, assessor científico da National Geographic Brasil. Presidente do Fórum Nacional dos Cursos de Geologia. Foi o Coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre (1998).

Sinestesia: Caso Elisabeth.


Limites da mente: Sinestesia


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Um dos efeitos mais impressionantes da mente humana é o processo sinestésico. Então, se imagine lendo este post e cada letra assumindo uma cor, forma ou gosto diferente, que seja especial para você e que ninguém mais possa ver ou sentir.
Isso é sinestesia, combinação de sentidos, que podem aparecer combinados de várias formas, na maioria das vezes em duplas, porém, o Fantástico relatou o caso de Elisabeth Sulser, que consegue combinar três sentidos, os pesquisadores afirmam que é o único no mundo.
Acredita-se que todos nós nascemos sinestésicos mas essa qualidade se atrofia conforme vamos crescendo, pesquisas dizem também que mulheres tem maior capacidade de desenvolve-lá por sua maior sensibilidade.
Ela foi, e ainda é, mas com menos freqüência, utilizada na literatura, em textos e poemas como:
”Uma melodia azul tomou conta dá sala.
Sensação auditiva e Visual
A sua voz áspera intimidava a platéia.
sensação auditiva tátil
Senti saudades amargas.
sentimento sensação gustativa
Esse perfume tem um cheiro doce.
sensação olfativa e gustativa”






ouvindo_coresApesar de muito interessante, nem tudo é bom para um sinestésico, em entrevista ao fantástico, uma mulher relatava sentir o gosto de sardinha frita quando escutava a música “Festa no Apê” do Latino. Como não tem escolha, essas pessoas agraciadas devem aprender a conviver com esse “dom” que na verdade, é somente atividade neural extremamente ativa.
Existem vários testes para detectar sinestesia, mas nenhum é totalmente seguro, o sinestésico percebe ao longo de sua vida se essa capacidade continua ativa ou se foi atrofiada.

São tantos na classe, mas cada um é um.

Por trás de cada olhar que nos recebe no início do ano, há alguém singular em seu potencial. Por isso, toda turma é heterogênea.

Começamos o ano planejando o trabalho com cada turma, tendo por base a expectativa média sobre maturidade, habilidades e conhecimentos anteriores dos futuros estudantes. No entanto, o previsto será continuamente reformulado porque o aluno médio é uma abstração que raras vezes corresponde à variedade encontrada nas salas de aula. Por isso, é melhor nos prepararmos para turmas heterogêneas, em lugar de as lamentarmos. Levar em conta sua diversidade é condição para poder ensinar.

Diferenças logo percebidas - de estatura, tom de voz e modo de vestir - são pouco significativas se comparadas com as de personalidade, história de vida e propensões, que só se revelam em um convívio significativo e não cabem em classificações gerais, como condição social e inteligência. Um garoto que demore para resolver uma questão por considerar mais elementos e possibilidades não deve ser visto como inferior a outro que logo apresenta uma resposta direta.

São muitos os casos de julgamentos equivocados, até de crianças que a escola avalia possuir algum tipo de deficiência intelectual e que, mais tarde, se revelam geniais. Aliás, é preciso mais do que valorizar a inteligência, pois jovens brilhantes também podem se prejudicar por problemas de relacionamento. Se a escola for atenta a cada ser humano - que pode se revelar mais ou menos sociável, curioso, introspectivo ou irreverente -, consegue desenvolver as potencialidades de cada um para sua realização pessoal e também em benefício dos colegas, fazendo assim da heterogeneidade uma vantagem, e não um peso.

Não existe uma forma única de promover o convívio significativo, que se baseia no respeito aos diferentes ritmos e no reconhecimento de características individuais. Uma coisa é lidar com uma pequena turma de crianças, outra é fazer isso com adolescentes. Para o professor do 1° ao 5° ano, que tem uma ou duas turmas, já é difícil orientar uma criança perplexa diante de tarefa ainda não entendida e ao mesmo tempo compreender a impaciência de outra que se apressa em mostrar o trabalho concluído.

Para o especialista, o desafio se amplia. Com mais de 40 estudantes em cada uma de suas várias classes, ele não tem como prestar um atendimento individual. Se você está nessa situação e quer saber se só passará conteúdos ou se contribuirá para o desenvolvimento de cada um, sugiro um critério divertido: sempre que for possível se imaginar substituído por uma palestra gravada e supervisionada por um vigia, seu trabalho não valorizará a diversidade humana. Quando a expectativa é que os alunos apenas ouçam, copiem, entreguem lições individuais e façam provas, o resultado será notas e médias, ou seja, números. É possível fazer de outra forma? Acredito que sim e dou sugestões para quatro necessidades:

- Conhecer a condição inicial dos alunos. O diálogo, seguido de um questionário de recepção, orienta a condução de cada etapa da escolaridade.

- Respeitar os ritmos de aprendizado. Tarefas de classe e questões de prova com variados níveis de dificuldade promovem desempenhos sem gerar exclusão.

- Ensinar alunos a se expressar e participar. A integração deles em grupos de trabalho com tarefas coletivas funciona melhor que uma conversa individual.

- Garantir que se considerem as características e necessidades dos estudantes. Reflexões sobre cada um devem ser realizadas nos conselhos de classe.

Não é fácil para um professor implementar sozinho essas práticas, mas, quando um projeto pedagógico as propicia, é notável o engajamento da comunidade escolar para enfrentar o desafio de promover todos os alunos, em lugar de selecionar alguns. O trabalho passa a fazer mais sentido e o esforço vale a pena.
Começamos o ano planejando o trabalho com cada turma, tendo por base a expectativa média sobre maturidade, habilidades e conhecimentos anteriores dos futuros estudantes. No entanto, o previsto será continuamente reformulado porque o aluno médio é uma abstração que raras vezes corresponde à variedade encontrada nas salas de aula. Por isso, é melhor nos prepararmos para turmas heterogêneas, em lugar de as lamentarmos. Levar em conta sua diversidade é condição para poder ensinar.

Diferenças logo percebidas - de estatura, tom de voz e modo de vestir - são pouco significativas se comparadas com as de personalidade, história de vida e propensões, que só se revelam em um convívio significativo e não cabem em classificações gerais, como condição social e inteligência. Um garoto que demore para resolver uma questão por considerar mais elementos e possibilidades não deve ser visto como inferior a outro que logo apresenta uma resposta direta.

São muitos os casos de julgamentos equivocados, até de crianças que a escola avalia possuir algum tipo de deficiência intelectual e que, mais tarde, se revelam geniais. Aliás, é preciso mais do que valorizar a inteligência, pois jovens brilhantes também podem se prejudicar por problemas de relacionamento. Se a escola for atenta a cada ser humano - que pode se revelar mais ou menos sociável, curioso, introspectivo ou irreverente -, consegue desenvolver as potencialidades de cada um para sua realização pessoal e também em benefício dos colegas, fazendo assim da heterogeneidade uma vantagem, e não um peso.

Não existe uma forma única de promover o convívio significativo, que se baseia no respeito aos diferentes ritmos e no reconhecimento de características individuais. Uma coisa é lidar com uma pequena turma de crianças, outra é fazer isso com adolescentes. Para o professor do 1° ao 5° ano, que tem uma ou duas turmas, já é difícil orientar uma criança perplexa diante de tarefa ainda não entendida e ao mesmo tempo compreender a impaciência de outra que se apressa em mostrar o trabalho concluído.

Para o especialista, o desafio se amplia. Com mais de 40 estudantes em cada uma de suas várias classes, ele não tem como prestar um atendimento individual. Se você está nessa situação e quer saber se só passará conteúdos ou se contribuirá para o desenvolvimento de cada um, sugiro um critério divertido: sempre que for possível se imaginar substituído por uma palestra gravada e supervisionada por um vigia, seu trabalho não valorizará a diversidade humana. Quando a expectativa é que os alunos apenas ouçam, copiem, entreguem lições individuais e façam provas, o resultado será notas e médias, ou seja, números. É possível fazer de outra forma? Acredito que sim e dou sugestões para quatro necessidades:

- Conhecer a condição inicial dos alunos. O diálogo, seguido de um questionário de recepção, orienta a condução de cada etapa da escolaridade.

- Respeitar os ritmos de aprendizado. Tarefas de classe e questões de prova com variados níveis de dificuldade promovem desempenhos sem gerar exclusão.

- Ensinar alunos a se expressar e participar. A integração deles em grupos de trabalho com tarefas coletivas funciona melhor que uma conversa individual.

- Garantir que se considerem as características e necessidades dos estudantes. Reflexões sobre cada um devem ser realizadas nos conselhos de classe.

Não é fácil para um professor implementar sozinho essas práticas, mas, quando um projeto pedagógico as propicia, é notável o engajamento da comunidade escolar para enfrentar o desafio de promover todos os alunos, em lugar de selecionar alguns. O trabalho passa a fazer mais sentido e o esforço vale a pena.

novaescola@atleitor.com.br

5 ° Congresso de Inovação

http://www.fiergs.org.br/inovacao/default.asp

Cheguei....


Cidade sobre duas rodas.

 

Perrenoud - Democratização do Ensino

sábado, 11 de agosto de 2012

Férias

Tá cansado?   Vai pescar. Que nada! Vai pra Jampa. Eu garanto que você não vai se arrepender.
Boa Viagem!

Dia dos Pais



Feliz dia dos Pais! Pai eu ti amo.

É preciso investir mais para melhorar a Educação

Posição constrangedora do Brasil no ranking de Desenvolvimento da Educação evidencia uma questão inevitável: um maior investimento é necessário para melhorar a aprendizagem.



Montagem: Mariana Coan sobre foto Age Fotostock/Keystock

APRENDER TEM PREÇO Notas boas exigem docentes preparados e estrutura adequada.
Montagem: Mariana Coan sobre foto Age Fotostock/Keystock



O resultado foi mais um balde de água fria para quem trabalha com Educação. Em janeiro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou o índice de desenvolvimento da Educação de 128 países. O Brasil aparece na incômoda 88ª posição, perto de Honduras (87ª), Equador (81ª) e Bolívia (79ª) - e longe dos nossos vizinhos Argentina (38ª), Uruguai (39ª) e Chile (51ª). Para chegar a esse resultado, a Unesco usou quatro indicadores. Em "atendimento universal", "taxa de analfabetismo" e "igualdade de acesso à escola entre meninos e meninas", até que estamos bem. Porém a chamada "taxa de sobrevivência" (alunos que ingressam no 1º ano e chegam ao 5º no prazo previsto) derruba o Brasil no ranking. A óbvia conclusão, confirmada por todos os testes de avaliação, é que o ensino brasileiro está longe de garantir a aprendizagem de todos os estudantes.

Alcançar a qualidade não é uma tarefa fácil. Requer tempo e ações integradas, da formação de professores à infraestrutura, da questão salarial à gestão escolar. E a nota boa não vem de graça: exige investimento - em uma quantidade bem maior que a atual. Não há país que tenha conseguido um salto sem seguir essa receita. O exemplo recorrente é o da Coreia do Sul. Para superar a desolação pós-Guerra da Coreia (1950-1953), o governo dedicou 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à Educação... por uma década.

Por lá, a virada começou antes, com uma lei que concentrou os investimentos nos seis primeiros anos de escolarização, tornados obrigatórios e gratuitos a partir de 1949. Por aqui, a solução clássica para garantir mais recursos tem sido definir, também pela legislação, um valor mínimo. No início, até que funcionou. Estipulada pela primeira vez na Constituição de 1934, essa exigência ajudou a assegurar um bom padrão de ensino na rede pública até os anos 1960. Mas, naquela época, a escola era para poucos: apenas 60% das crianças e dos jovens de 7 a 14 anos, segundo dados do Censo de 1970. Só em 1971 o Brasil regulamentou (novamente, por força de lei) o ensino obrigatório de oito anos para toda a população - algo que demorou mais de duas décadas para se tornar realidade. Entre outras coisas porque quatro anos antes o governo militar havia derrubado a exigência do investimento mínimo. Em 1965, quando a regra ainda estava em vigor e havia menos gente estudando, as despesas da União com a Educação eram da ordem de 10% do gasto total do governo. Dez anos depois, com mais gente nas salas de aula, o valor tinha caído para 5%. Os efeitos desse processo afetam o dia a dia dos educadores até hoje: escolas sucateadas, turnos de aula multiplicados, salários baixos e fuga da classe média da escola pública.

Restaurada em 1983, a vinculação de recursos assumiu o "jeitão" atual com a Constituição de 1988. Nela, está escrito que estados e municípios devem investir em Educação pelo menos 25% dos impostos arrecadados - para a União, o número é 18%. Em 2007, último ano com dados já consolidados, isso representou 3,9% do PIB, faixa semelhante à que é investida, em média, pelos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as 30 nações mais desenvolvidas do mundo. Só que eles têm sistemas de ensino que funcionam muito melhor do que o nosso há muito mais tempo (Dinamarca e Suécia, por exemplo, conseguiram universalizar os anos iniciais do Ensino Fundamental ainda no século 19). Por aqui, ainda temos de recuperar o tempo perdido e resolver problemas como o analfabetismo - que afeta 15 milhões de brasileiros. Além disso, porque temos muito mais estudantes, tanto em números absolutos (são 52 milhões só na Educação Básica) como em termos proporcionais (27% da nossa população está em idade escolar, contra 19% na média dos países da OCDE). Daí a diferença gritante no gasto por aluno (como se pode ver no gráfico abaixo).

Diante disso, o que deveríamos fazer? A mesma Unesco que criou o índice de desenvolvimento da Educação considera desejável investir 6% do PIB. Já para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que reúne diversas organizações da sociedade civil, é necessário chegar a 8% do PIB. A proposta prevê ainda uma lógica diferente no aporte de recursos: em vez de dividir o orçamento disponível pelo total de alunos atendidos (valor que depende da arrecadação de impostos e, portanto, varia ano a ano), definir os recursos indispensáveis para garantir o sucesso escolar (uma referência estável que inclui o pagamento dos docentes, obras nas escolas etc.).


Evolução do gasto por aluno*
Apesar do aumento recente, ainda estamos atrás de vizinhos como o Chile e muito distantes de Finlândia e Coreia do Sul, campeões dos exames.
Ilustração: Mariana Coan
*Em dólares PPP (poder de paridade de compra), fator de conversão que leva em conta o poder de compra da moeda em cada país e não apenas a taxa de câmbio entre as diferentes moedas. Fonte Education at a Glance (edições de 2001 a 2009). Ilustração: Mariana Coan

Eleições 2012

SAÚDE É PRINCIPAL PROBLEMA EM PORTO ALEGRE
Serviços da prefeitura relacionados à saúde, como postos de saúde e hospitais, são os principais problemas de Porto Alegre atualmente, apontam 36% dos eleitores da capital gaúcha. As menções ao tema saúde ficam à frente de outros problemas locais citados espontaneamente pelos eleitores, como segurança, violência e criminalidade (15%), trânsito (9%), calçamento, asfaltamento, buracos nas ruas (7%), transporte coletivo (7%), limpeza, coleta de lixo, sujeira na cidade (6%), educação, escolas e creches (3%), saneamento básico (3%) e moradia e habitação (3%), entre outras menções com menor índice. No eleitorado mais jovem, de 16 a 24 anos, a taxa dos que citam o tema saúde como principal problema de responsabilidade da prefeitura fica abaixo da média (32%), mas fica acima da média o índice dos que citam transporte coletivo (12%). Entre os eleitores com curso superior, fica acima da média a taxa dos que citam o tema segurança como principal problema (24%).
O Datafolha também perguntou aos eleitores qual deveria ser a prioridade do próximo prefeito. As menções a saúde, hospitais e postos de saúde novamente se destacam, somando 43%. Em seguida aparecem citações relacionadas à segurança, criminalidade e violência (14%), à educação, escolas e creches (7%), ao transporte coletivo (5%), ao trânsito (5%), à limpeza (5%), à moradia e habitação (4%) e à saneamento básico (3%), entre outras menções espontâneas sobre a prioridade do próximo prefeito.
Fonte: Datafolha.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PNE

PNE deverá ir a plenário na Câmara para novo debate.

O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado por unanimidade em junho pela comissão especial que analisou a matéria, deverá ir ao Plenário da Câmara. Um recurso de autoria do líder do governo Arlindo Chinaglia (PT-SP) para que o projeto seja votado no plenário da Casa antes de seguir para o Senado já conta com a assinatura de 122 parlamentares - o mínimo para que o requerimento seja apreciado são 51 deputados.
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o País deverá atingir no prazo de dez anos. A principal delas, alvo de muita polêmica durante a longa tramitação do projeto, é a que estabelece um patamar mínimo de investimento em educação - atualmente o Brasil aplica 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.
O governo defendia um índice de 7,5% do PIB, mas os deputados da comissão especial aprovaram a meta de 10% do PIB. As 122 assinaturas estão sendo conferidas pela Mesa da Câmara porque pode haver divergências ou duplicatas. Há ainda a possibilidade de parlamentares retirarem o apoio ao recurso. Se for atingido o mínimo de 51 deputados, o requerimento precisa ser aprovado no plenário. Caso seja aprovado, todos os 513 deputados deverão analisar e votar o projeto antes que ele possa seguir para o Senado.
De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, que articulou a aprovação do recurso, o objetivo de levar o PNE a plenário é fazer com que o debate seja ampliado já que o tema é importante ''e envolve muitos recursos'' para ser discutido apenas por uma comissão especial com 16 deputados. A SRI questiona o fato de que o PNE não aponta de onde virão os novos recursos que vão bancar a ampliação do investimento e esse tópico precisa ser mais discutido.
O último PNE esteve em vigência entre 2001 e 2010. Atualmente o País não tem um plano em vigor, já que o texto do novo PNE foi enviado para a Câmara em dezembro de 2010 e só aprovado em junho de 2012. Para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, uma das entidades da sociedade civil que participou de forma mais ativa da tramitação do plano, a ida do projeto ao plenário é uma ''irresponsabilidade'' dos deputados porque atrasa ainda mais a implantação das estratégias e o cumprimento das metas.
''A maior parte dos deputados assinaram sem conhecer a matéria, isso é uma irresponsabilidade comum no Congresso Nacional, o parlamentar assinar um requerimento a pedido do governo sem nem ler. Aqueles que mantiverem o apoio ao recurso terão seus nomes divulgados como parlamentares que protelaram a aprovação de um projeto que foi discutido por todos os partidos e aprovado por unanimidade'', criticou o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
Para Cara, caso o projeto vá a plenário não apenas a questão do financiamento pode ser mudada, mas também outros pontos do plano que foram negociados e debatidos com a sociedade civil na comissão especial. A entidade irá tentar dissuadir os deputados para que o requerimento não seja aprovado."Levar o PNE ao plenário é atrasar os rumos da educação para milhões de brasileiros".
     
    Agência Brasil

    Invasão dos Robos

    http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2012/08/invasao-dos-robos.html

    Piaget




    Olá...

    Biólogo, cientista, filósofo e estudioso de temas da Psicologia, Jean Piaget nasceu em 9 de agosto de 1886, na Suíça.

    Foi o propositor da teoria da Epistemologia Genética, com o intuito de compreender o funcionamento do psiquismo humano.

    Piaget manteve seu interesse pela construção do conhecimento, bem como acerca das suas transformações no decorrer da vida. Para tanto, Piaget examinou a evolução da inteligência humana a partir do nascimento até a fase adulta. Seu olhar estava voltado para estruturas cognitivas comuns a todas as crianças. Piaget utilizava como metodologia, a observação e as pesquisas genéticas.

    Para Piaget, o comportamento consiste em um conjunto de ações efetuadas pelos organismos, sobre o meio, a fim de alterarem seus estados ou para transformarem sua situação diante do meio externo.

    Foi ele quem descreveu os estágios do desenvolvimento: sensório motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório-formal.

    Faleceu na Suíça em 16 de setembro de 1980.



    http://www.google.com.br/imgres?q=piaget&um=1&hl=p
    -BR&sa=N&biw=1024&bih=613&tbm=isch&tbnid=AUHgGbKCv
    LuGM:&imgrefurl=http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/
    er09.htm&docid=nY2hZaWl8UJpDM&imgurl=http://www

    Escola

             
                A escola deve ensinar a apreender.  Ensinar a aprender é criar possibilidades para que se chegue às fontes de conhecimento. Não é apenas mostrar o caminhos, mas sim orientar o aluno para que desenvolva um olhar crítico que lhe permitar reconhecer as trilhas que conduzem às verdadeiras fontes de informação e conhecimento.
                " O que não se aprende na juventude na idade madura se ignora". (Cassiodoro) (Bagno, 2010, p.13-16)

    Emoções



         http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6061377-EI8266,00-Arun+Gandhi+temos+de+ensinar+sobre+emocoes+que+as+pessoas+nao+entendem.html