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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lápis comestível ?!.....

Já pensou em comer um lápis? Agora dá.
 
Quem gosta de usar lápis sabe que a certa altura eles ficam no cotoco, difícil até de segurar entre os dedos. Imagine se você pudesse se desfazer do pedacinho restante simplesmente enterrando-o no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse um broto de coentro, uma flor ou um vegetal?

É exatamente isso o que a empresa Democratech fez ao lançar no mercado americano o Sprout, um lápis com cápsulas de semente variadas, acopladas no lugar da borracha, que pode ser plantado. O resultado são brotos de tomate, coentro, salsa, alecrim e até flores, como margaridas, dependendo da escolha do freguês.

A ideia nasceu do curso de design de produto Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, Estados Unidos, onde os alunos foram convidados a criar um produto sustentável para o escritório do futuro.

Ao inserir as sementes no corpo em madeira de cedro convencional, seus criadores aproveitaram para tornar o lápis também atrativos para as crianças, na esperança de estimulá-las a praticar a reciclagem através da jardinagem.

Texto de Vanessa Barbosa
Fonte: Exame.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Presidente Dilma sanciona lei de cotas.

Durante a tarde de hoje (30/08), a presidenta Dilma Rousseff sancionou, com apenas um veto, a lei que destina 50% das vagas em universidades federais para estudantes oriundos de escolas públicas. A aprovação da lei é um passo inédito e transformador rumo à democratização da universidade e foi fruto de uma longa mobilização dos estudantes brasileiros.
A UNE, juntamente à UBES e ao movimento negro, vem articulando uma grande mobilização nacional para garantir a aprovação da lei, que culminou na sanção de hoje. Uma série de atos públicos, protestos de rua, campanhas virtuais e outras formas de manifestação vem sendo realizadas pelo país ao longo dos últimos meses.
Após a vitória de hoje, o movimento estudantil já tem um novo desafio: “Agora temos que construir as ações afirmativas por inteiro. Queremos permanência, acesso à pesquisa e pos-graduação”, afirmou o diretor de Combate ao Racismo da UNE, Cristian Ribas.
A garantia da permanência do estudante na universidade é uma das principais bandeiras de luta defendidas pela União Nacional dos Estudantes. No último dia 22 de agosto, o presidente da UNE, em reunião com Dilma Rousseff, defendeu a destinação de R$1,5 bilhão para o Plano Nacional desse setor (PNAES) como forma de garantir políticas nesse sentido.

Saiba mais sobre a lei

De acordo com a legislação sancionada, metade das vagas oferecidas serão de ampla concorrência, já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar. A cota racial será diferente em cada universidade ou instituto da rede federal. Estudantes negros, pardos e índios terão o número de vagas reservadas definido de acordo com a proporção dessas populações apontada no censo do IBGE de 2010 na unidade da federação em que está a instituição de ensino superior.
As demais vagas reservadas serão distribuídas entre os alunos que cursaram o ensino médio em escola pública, sendo que no mínimo metade da cota (ou 25% do total de vagas) deverá ser destinada a estudantes que, além de ter estudado em escola pública, sejam oriundos de famílias com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita.
Segundo informou a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, Dilma fez apenas uma alteração no texto aprovado pelo Senado no último dia 7. Determinou que a seleção dos estudantes dentro do sistema de cotas seja feita com base no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Este era o último dia do prazo para sanção. A lei deverá ser publicada no “Diário Oficial da União” dessa quarta-feira (29), data a partir da qual começa a contar o prazo de quatro anos para as universidades se adaptarem à lei.
Da Redação com informações Portal G1

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Evento aberto discute Tecnologia, Educação e Sustentabilidade

Na próxima quarta-feira, dia 29, acontece mais uma edição do ciclo de eventos do Instituto de Física, Conversas ao Pé do Físico, a partir das 19h30min. A atividade tem entrada franca e será na FNAC Porto Alegre, no BarraShopingSul (Av. Diário de Notícias, 300 loja 1113).
Na palestra serão expostas e discutidas iniciativas educacionais e de inovação tecnológica que fazem uso pleno do potencial criativo da tecnologia da informação para a formação de uma cultura sustentável.
O advento de novas formas de comunicação afeta profundamente a sociedade e o modo de vida dos indivíduos, sejam elas sinais químicos de organismos unicelulares, sejam pinturas rupestres, fala, escrita, telefone ou televisão. Porém nenhuma forma se compara à atual rede mundial de computadores, que ampliou não só o potencial de comunicação, mas passou a constituir-se em uma nova linguagem; ampliou os horizontes que antes pareciam intangíveis e, ao mesmo tempo, alterou a qualidade das nossas interações sociais, afetando as bases do ensinar e do aprender. Ou seja, ensejou o surgimento de novas formas de organização social e novos paradigmas para a educação e cultura.
Estamos vivendo em um tempo peculiar na história da humanidade: crises sociais, alterações climáticas, perda da biodiversidade, poluição do ar, das águas e do solo. Precisamos urgentemente das melhores ideias e que elas se espalhem rapidamente. Precisamos de uma educação mais eficiente, interessante, criativa, uma educação que habite e cultive o campo no qual as ideias e o conhecimento fluam naturalmente e que, por fim, permita-nos tomar as rédeas da tecnologia e do ambiente urbano no qual vivem mais da metade da população mundial.
O palestrante, Rafael P. Pezzi, é doutor em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi pesquisador no centro de pesquisas TJ Watson da IBM em Nova Iorque, e também do Laboratório de Catálise Molecular do Instituto de Química da UFRGS. Está participando da construção do Centro de Tecnologia Acadêmica do IF/UFRGS.
O professor Rualdo Menega será o convidado especial do evento. Ele é professor do Instituto de Geociências da UFRGS, geólogo, Mestre em Geociências (UFRGS), Doutor em Ciências na área de Ecologia de Paisagem (UFRGS). Editor da Revista Episteme do Grupo Interdisciplinar em Filosofia e História das Ciências do Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados da UFRGS, assessor científico da National Geographic Brasil. Presidente do Fórum Nacional dos Cursos de Geologia. Foi o Coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre (1998).

Sinestesia: Caso Elisabeth.


Limites da mente: Sinestesia


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Um dos efeitos mais impressionantes da mente humana é o processo sinestésico. Então, se imagine lendo este post e cada letra assumindo uma cor, forma ou gosto diferente, que seja especial para você e que ninguém mais possa ver ou sentir.
Isso é sinestesia, combinação de sentidos, que podem aparecer combinados de várias formas, na maioria das vezes em duplas, porém, o Fantástico relatou o caso de Elisabeth Sulser, que consegue combinar três sentidos, os pesquisadores afirmam que é o único no mundo.
Acredita-se que todos nós nascemos sinestésicos mas essa qualidade se atrofia conforme vamos crescendo, pesquisas dizem também que mulheres tem maior capacidade de desenvolve-lá por sua maior sensibilidade.
Ela foi, e ainda é, mas com menos freqüência, utilizada na literatura, em textos e poemas como:
”Uma melodia azul tomou conta dá sala.
Sensação auditiva e Visual
A sua voz áspera intimidava a platéia.
sensação auditiva tátil
Senti saudades amargas.
sentimento sensação gustativa
Esse perfume tem um cheiro doce.
sensação olfativa e gustativa”






ouvindo_coresApesar de muito interessante, nem tudo é bom para um sinestésico, em entrevista ao fantástico, uma mulher relatava sentir o gosto de sardinha frita quando escutava a música “Festa no Apê” do Latino. Como não tem escolha, essas pessoas agraciadas devem aprender a conviver com esse “dom” que na verdade, é somente atividade neural extremamente ativa.
Existem vários testes para detectar sinestesia, mas nenhum é totalmente seguro, o sinestésico percebe ao longo de sua vida se essa capacidade continua ativa ou se foi atrofiada.

São tantos na classe, mas cada um é um.

Por trás de cada olhar que nos recebe no início do ano, há alguém singular em seu potencial. Por isso, toda turma é heterogênea.

Começamos o ano planejando o trabalho com cada turma, tendo por base a expectativa média sobre maturidade, habilidades e conhecimentos anteriores dos futuros estudantes. No entanto, o previsto será continuamente reformulado porque o aluno médio é uma abstração que raras vezes corresponde à variedade encontrada nas salas de aula. Por isso, é melhor nos prepararmos para turmas heterogêneas, em lugar de as lamentarmos. Levar em conta sua diversidade é condição para poder ensinar.

Diferenças logo percebidas - de estatura, tom de voz e modo de vestir - são pouco significativas se comparadas com as de personalidade, história de vida e propensões, que só se revelam em um convívio significativo e não cabem em classificações gerais, como condição social e inteligência. Um garoto que demore para resolver uma questão por considerar mais elementos e possibilidades não deve ser visto como inferior a outro que logo apresenta uma resposta direta.

São muitos os casos de julgamentos equivocados, até de crianças que a escola avalia possuir algum tipo de deficiência intelectual e que, mais tarde, se revelam geniais. Aliás, é preciso mais do que valorizar a inteligência, pois jovens brilhantes também podem se prejudicar por problemas de relacionamento. Se a escola for atenta a cada ser humano - que pode se revelar mais ou menos sociável, curioso, introspectivo ou irreverente -, consegue desenvolver as potencialidades de cada um para sua realização pessoal e também em benefício dos colegas, fazendo assim da heterogeneidade uma vantagem, e não um peso.

Não existe uma forma única de promover o convívio significativo, que se baseia no respeito aos diferentes ritmos e no reconhecimento de características individuais. Uma coisa é lidar com uma pequena turma de crianças, outra é fazer isso com adolescentes. Para o professor do 1° ao 5° ano, que tem uma ou duas turmas, já é difícil orientar uma criança perplexa diante de tarefa ainda não entendida e ao mesmo tempo compreender a impaciência de outra que se apressa em mostrar o trabalho concluído.

Para o especialista, o desafio se amplia. Com mais de 40 estudantes em cada uma de suas várias classes, ele não tem como prestar um atendimento individual. Se você está nessa situação e quer saber se só passará conteúdos ou se contribuirá para o desenvolvimento de cada um, sugiro um critério divertido: sempre que for possível se imaginar substituído por uma palestra gravada e supervisionada por um vigia, seu trabalho não valorizará a diversidade humana. Quando a expectativa é que os alunos apenas ouçam, copiem, entreguem lições individuais e façam provas, o resultado será notas e médias, ou seja, números. É possível fazer de outra forma? Acredito que sim e dou sugestões para quatro necessidades:

- Conhecer a condição inicial dos alunos. O diálogo, seguido de um questionário de recepção, orienta a condução de cada etapa da escolaridade.

- Respeitar os ritmos de aprendizado. Tarefas de classe e questões de prova com variados níveis de dificuldade promovem desempenhos sem gerar exclusão.

- Ensinar alunos a se expressar e participar. A integração deles em grupos de trabalho com tarefas coletivas funciona melhor que uma conversa individual.

- Garantir que se considerem as características e necessidades dos estudantes. Reflexões sobre cada um devem ser realizadas nos conselhos de classe.

Não é fácil para um professor implementar sozinho essas práticas, mas, quando um projeto pedagógico as propicia, é notável o engajamento da comunidade escolar para enfrentar o desafio de promover todos os alunos, em lugar de selecionar alguns. O trabalho passa a fazer mais sentido e o esforço vale a pena.
Começamos o ano planejando o trabalho com cada turma, tendo por base a expectativa média sobre maturidade, habilidades e conhecimentos anteriores dos futuros estudantes. No entanto, o previsto será continuamente reformulado porque o aluno médio é uma abstração que raras vezes corresponde à variedade encontrada nas salas de aula. Por isso, é melhor nos prepararmos para turmas heterogêneas, em lugar de as lamentarmos. Levar em conta sua diversidade é condição para poder ensinar.

Diferenças logo percebidas - de estatura, tom de voz e modo de vestir - são pouco significativas se comparadas com as de personalidade, história de vida e propensões, que só se revelam em um convívio significativo e não cabem em classificações gerais, como condição social e inteligência. Um garoto que demore para resolver uma questão por considerar mais elementos e possibilidades não deve ser visto como inferior a outro que logo apresenta uma resposta direta.

São muitos os casos de julgamentos equivocados, até de crianças que a escola avalia possuir algum tipo de deficiência intelectual e que, mais tarde, se revelam geniais. Aliás, é preciso mais do que valorizar a inteligência, pois jovens brilhantes também podem se prejudicar por problemas de relacionamento. Se a escola for atenta a cada ser humano - que pode se revelar mais ou menos sociável, curioso, introspectivo ou irreverente -, consegue desenvolver as potencialidades de cada um para sua realização pessoal e também em benefício dos colegas, fazendo assim da heterogeneidade uma vantagem, e não um peso.

Não existe uma forma única de promover o convívio significativo, que se baseia no respeito aos diferentes ritmos e no reconhecimento de características individuais. Uma coisa é lidar com uma pequena turma de crianças, outra é fazer isso com adolescentes. Para o professor do 1° ao 5° ano, que tem uma ou duas turmas, já é difícil orientar uma criança perplexa diante de tarefa ainda não entendida e ao mesmo tempo compreender a impaciência de outra que se apressa em mostrar o trabalho concluído.

Para o especialista, o desafio se amplia. Com mais de 40 estudantes em cada uma de suas várias classes, ele não tem como prestar um atendimento individual. Se você está nessa situação e quer saber se só passará conteúdos ou se contribuirá para o desenvolvimento de cada um, sugiro um critério divertido: sempre que for possível se imaginar substituído por uma palestra gravada e supervisionada por um vigia, seu trabalho não valorizará a diversidade humana. Quando a expectativa é que os alunos apenas ouçam, copiem, entreguem lições individuais e façam provas, o resultado será notas e médias, ou seja, números. É possível fazer de outra forma? Acredito que sim e dou sugestões para quatro necessidades:

- Conhecer a condição inicial dos alunos. O diálogo, seguido de um questionário de recepção, orienta a condução de cada etapa da escolaridade.

- Respeitar os ritmos de aprendizado. Tarefas de classe e questões de prova com variados níveis de dificuldade promovem desempenhos sem gerar exclusão.

- Ensinar alunos a se expressar e participar. A integração deles em grupos de trabalho com tarefas coletivas funciona melhor que uma conversa individual.

- Garantir que se considerem as características e necessidades dos estudantes. Reflexões sobre cada um devem ser realizadas nos conselhos de classe.

Não é fácil para um professor implementar sozinho essas práticas, mas, quando um projeto pedagógico as propicia, é notável o engajamento da comunidade escolar para enfrentar o desafio de promover todos os alunos, em lugar de selecionar alguns. O trabalho passa a fazer mais sentido e o esforço vale a pena.

novaescola@atleitor.com.br

5 ° Congresso de Inovação

http://www.fiergs.org.br/inovacao/default.asp